Carne e leite encarecem cesta básica, mas nós mostramos como viver sem eles
Um levantamento feito pelos economistas Marcos Rambalducci e Flavio Santos de Oliveira, da Universidade Tecnológica Federal do Paraná (UTFPR), revelou que três produtos estão fazendo a cesta básica ficar ainda mais cara. Entre os três produtos que apresentaram o maior aumento de preço, dois são de origem animal: o preço da carne cresceu 9,3% e o do leite, 23,1%.

O preço da cesta básica, que agora ultrapassou os R$300, pesa, sobretudo, para as pessoas mais humildes. O aumento do preço da carne e do leite é mais uma mostra de que o consumo de produtos de origem animal, além de estar relacionado a diversos problemas de saúde, ainda serve apenas a uma pequena parcela da população que pode arcar com seus altos custos.

Enquanto isso, a maior parte das famílias tem que apertar as finanças porque foi convencida de que precisa de proteína animal. Ainda, 800 milhões de pessoas passam fome no mundo por causa da injusta indústria que usa metade das proteínas produzidas no mundo e 75% das terras agricultáveis para alimentar animais ao invés de pessoas.

Cortar produtos de origem animal é uma alternativa saudável, gostosa e barata para as pessoas que não querem arcar com os custos da carne — sejam os financeiros, sejam os custos para a saúde, o meio ambiente e os animais.

Esses quatro pontos vão te explicar o caminho para uma dieta vegetariana econômica:

1. Você não precisa “substituir” a carne, nutricionalmente falando. O prato do brasileiro já tem, tradicionalmente, um dos alimentos mais completos: a combinação de arroz e feijão. Isso garante os aminoácidos essenciais de que nosso organismo necessita. Ou seja, cortar a carne só te fará economizar!

2. Enquanto a carne, quando preparada, perde água e diminui de tamanho, as leguminosas (que devem ser deixadas de molho de um dia para o outro) absorvem água e duplicam de tamanho! Ou seja, 1kg de feijão custa em torno de R$5, e rende pelo menos o dobro. Já 1kg de patinho, carne bovina popular, não sai por menos do que R$20 e rende apenas em torno de cinco refeições.

3. Para variar, o feijão pode ser substituído por qualquer leguminosa, como lentilhas, amendoim, grão-de-bico, ervilha, soja. O arroz, por qualquer cereal, como trigo, aveia, milho, quinoa. Com esses ingredientes você pode fazer uma variedade enorme de diferentes preparações, como esfrogonofe, curry, ensopados, refogados, saladas, hambúrgueres e sopas.

4. Comidas 100% vegetais nos geram a sensação de saciedade! A gente sente isso no corpo quando começamos a apostar em leguminosas e cereais. Mas, se restarem dúvidas, tem até um estudo sobre isso: pesquisadores da Universidade de Copenhagen descobriram que, quando as pessoas consomem vegetais ricos em proteínas como feijões e ervilhas, elas acabam comendo menos do que as pessoas que ingerem proteína por meio do consumo de carne.

De resto, basta investir em frutas, verduras e legumes frescos e deliciosos. Mas isso todos devem comer em qualquer dieta, certo?

Cortar produtos de origem animal é fácil e saudável para o bolso e para seu corpo. Além disso, com uma dieta vegetariana você salva 30 animais, considerando apenas os terrestres, por ano. Clique aqui para mais informações sobre como começar uma dieta vegetariana. 
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